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O que faz esse "Z" no nosso Templário ?

  • Foto do escritor: Guilherme Arantes
    Guilherme Arantes
  • 10 de mai. de 2022
  • 3 min de leitura

...parecia, ao menos para alguns críticos desatentos, um cenário macabro e improvável, um papo verborrágico e desimportante, um delírio irrelevante de alguém ultrapassado e em declínio criativo...

...parecia obra de uma imaginação exótica, estrangeira, desnecessária, medieval, distante de qualquer realidade tangível, e ambientada em remotas épocas e lugares de uma viagem pessoal desconectada do mundo real das preocupações e prioridades mais imediatas....

Não era bem assim.

Até o brasão no escudo do cavaleiro da capa, escudo que substituía de propósito a cruz cristã, e concebido a quatro mãos com Daniel Miguez, artista gráfico que daria forma à capa mais monumental da minha carreira, apocalíptica, em pura arte "geek", trazendo o símbolo dos "Incas Venusianos" do "National Kid", se mostraria involuntariamente premonitório.

...um pouco de atenção para um detalhe.

Hoje aquele "Z" está nos blindados de um massacre que o mundo assiste impotente e atônito, sem poder fazer nada para estancar, e que abre uma fenda geopolítica sem cicatrização à vista....

Até quando e onde irão a cegueira e o descaso ?

Para onde nos levará a "realidade porosa" dos algoritmos desse pesadelo ?

Como diz outra canção desse disco,

"A Cordilheira"... Inocência nunca mais...

Penso que foi mais uma nova epifania, uma torrente de revelação.

Mas só o tempo dirá o que foi, o que é.

Não adianta querer atropelar o tempo, e fazer com que as pessoas visualizem o mundo como a gente algumas vezes consegue enxergar.

Muitas vezes essas visões não vêm exatamente de nossos próprios olhos, mas de "algo passando através de nós", e somos instrumentos a serviço de algo maior.

Sei bem o que é isso: ser um mero espelho, um prisma dentro de um Engenho Maior de Revelação.

Como o espírito da luz

Poderá mover o pendulo imerso em escuridão

Que balança entre as paredes da memória

Traz os pomos da discórdia

Faz a voz calar nos ecos da prisão

Nas crianças um receio de crescer

Contaminar o céu

Na cápsula de um tempo sem rancor

Cada dia é uma batalha desigual

Em nome de uma paz

E tudo que se entende por normal

É a bandeira incandescente da exclusão

Exércitos rivais, disputam seus despojos ancestrais

São troféus de honras e glórias sem pudor

Vitórias sem perdão, remorso já ficou pra trás.

É a desordem dos templários

Horda de mercenários dentro do coração

É a desordem dos templários

Horda de mercenários dentro do coração

Na cabeça do poder

Tudo só faz conspirar

A inquisição de crenças

Que virão nos condenar

Tudo é a lenda que se faz

Da treva que se vê

Na retina, a narrativa

Da verdade em que crê...

É a desordem dos templários

Horda de mercenários dentro do coração

É a desordem dos templários

Horda de mercenários dentro do coração

São botas de um milhão, robôs em batalhão

Vindo pisotear o santuário deste chão

Lagartas de metal, pneus de caminhão

Vindo pra tatuar o santuário deste chão

Em máscaras sem cor, macabros carnavais

Hoje o estandarte do arco-íris não se hasteia mais

Com sangue se pichou com ódio a cicatriz

Rasgou o punho cerrado que berrava num cartaz

E agora tudo jaz no pátio da Matrix

E o Cálix, que era bento, cai do altar da catedral

No vórtex do tufão, no códice dual

A lança do destino crava o córtex cerebral

São botas de um milhão, robôs em batalhão

Vindo pisotear o santuário deste chão

Lagartas de metal, pneus de caminhão

Vindo pra tatuar o santuário deste chão

Mil línguas a clamar vendendo seus patuás

A profanar seus templos, maldições de um avatar

Dividem mil nações em troca de orações

Em carruagens aladas despejando seus paióis

Cidade efervesceu e em fogo celebrou

Na pira Illuminati quando a cinza se aquietou

A noite desabou e a alma desistiu

De culpas e pecados a escritura se cumpriu

É a desordem dos templários

Horda de mercenários dentro do coração

É a desordem dos templários

Horda de mercenários

dentro do coração.

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