Amarante
- Guilherme Arantes

- 22 de fev. de 2015
- 1 min de leitura
Atualizado: 8 de jun.
Rodrigo Amarante - um excentrico absolutamente necessário Curioso, fui conferir o show no Sesc Pompeia. Ví um artista concentrado, em sua concisão prolixa, seu mundo muito peculiar e ousado,em sua poética elaborada e muito pessoal, um transgressor suave e cortante. Ví um cantor afinadíssimo que traz um antigo compressor valvulado na voz - e eu pensava que fosse "plugin" mas é de nascença mesmo... Ví ousadia e completo domínio da plateia, em sua simplicidade descarnada, sua coragem perante um publico fascinado, sintonizado, coerente. Uma garotada cult, salteada de saudabilíssimo niilismo melancólico, estrelismo e estrelato zero, em favor de uma clara proposta de arte. Arte é isso, e não o óbvio do sucesso. Ouví uma profusão de ritmos ternários, toadas country/folk modernas e insistentes, resilientes, alinhavando um novo repertório de estranha beleza e pessoalidade. Assim como algumas resenhas que saíram, também reparei em notas caetanísticas, mas em mergulhos soturnos que remetem a suas aventuras por desertos do hemisferio norte, terras longínquas... Amarante é um andarilho, um peregrino. Taí, gostei ! ( 2 Outubro de 2013 )
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