Capricho para Posteridade
- Guilherme Arantes
- 11 de jun.
- 1 min de leitura
Às vezes tenho a impressão... impressão não : quase que a certeza de que o meu, o nosso capricho total ao fazer um disco novo só não será em vão porque o esforço da gente é muito mais voltado para um plano eterno do Universo. No que posso contar com o mundo do hoje e do agora, seria um total desperdício, sabendo estar um mundo hedonista, fragmentado, polarizado, manipulado, com índice de atenção de 10 segundos. Não mais.
Ninguém aprofunda nada, ninguém tem tempo para nada: todos em telas, feito andróides.
Sei que um disco, um trabalho novo qualquer que seja - qualquer um - até mesmo de grandes mestres ... consegue uma sensação de novidade por 15 dias. Depois disso, é página virada. Assim está a "realidade", se é que é real.
Não é um problema nosso, de nós criadores.
É uma patologia social, um desastre.
Tudo são migalhas, fragmentos, as nossas cabeças estão assim, em frangalhos.
Que mundo é esse onde meu mais novo "filho" está sendo preparado para nascer ?
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