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Diletante

  • Foto do escritor: Guilherme Arantes
    Guilherme Arantes
  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura

É um desatino completo, divina loucura, uma atividade tresloucada de totais incertezas... criar, produzir, gravar e lançar álbum de inéditas numa época de tamanhas adversidades e armadilhas.

Primeiro, que não rende dinheiro. Zero.

As bigtechs deram um jeito de jorrar "música" pelas torneiras digitais, de graça.

Não se ganha nada.

É uma velha mania que temos, e que nos consome, isso sim, uma energia considerável de esforços e de recursos, sem praticamente retorno algum, palpável.

Zero. O mundo praticamente não dá mais valor.

O mundo prefere o entretenimento e o acervo antigo dos áureos tempos da indústria que existiu um dia.

A música há muito tempo já havia perdido 90 % da importância que tinha na época da indústria analógica de produto fonográfico.

Fazer disco, com apuro e compromisso de arte, nobre profissão que em outras épocas tinha caráter diferenciado, com Ray Charles, Sinatra, gravando de terno-de-casimira-e-gravata ... virou um diletantismo doméstico , uma profissão muito mais de fé do que de realidade. Ao alcance de qualquer um, em computadores, hoje tem a vantagem positiva de ter se democratizado , então todo mundo pode gravar seus discos e clips, o que diluiu a produção em um oceano de "wannabies" : todo mundo pode, todo mundo quer, e com toda razão !

Na minha infância e adolescência não era assim, um menino, uma menina, um johnny alf, uma Nara Leão, tocarem piano, violão e cantarem... era uma coisa extraordinária e admirável, hoje virou o que se chamaria "carne-de-vaca" ... ( pelo preço da carne de vaca hoje, deveria ser um luxo total, mas a verdade é que já nem chama mais a atenção de ninguém ... )

quero então homenagear meus valorosos colegas que apesar de tudo contra ... fazem e lançam discos com novidades para o mundo ser mais feliz !

 
 
 

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