Modernidade
- Guilherme Arantes
- 11 de jun.
- 2 min de leitura
Nem tudo é péssimo nos tempos atuais.
Vou contar um pequeno aspecto que me diz respeito...
Um colega meu do ginásio, médico, o Eduardo Benini, meu amigo mais chegado nos tempos do Vocacional do Brooklyn... leu uma matéria que saiu bem positiva, no celular, sobre o lançamento do meu álbum novo, ouviu com qualidade de estúdio (96 khz) nas redes digitais, na mesma hora, e pôde me dar os parabéns em 48 horas.
Se fosse "nos decantados tempos áureos" do disco, a matéria sairia (com criticas, comparações infelizes, ironias e o desdém recorrente...) numa banca de jornal, meu amigo iria na loja de discos e jamais encontraria o meu trabalho, (LP fininho, prensado com mistura de asfalto estalando na agulha), mas com tiragem miserável, pois as lojas só estariam atulhadas com os discos comerciais dos medalhões que as gravadoras estariam empurrando nas prateleiras.
Uma completa decepção eu sentia, com vendas pífias.
Essa foi a minha realidade até o dia em que eu, já com dez sucessos modestos de vendas, hiper batalhados, consegui uma gravadora que resolveu me dar prioridade. Aí melhorou um pouquinho.
Até esse dia, simplesmente o meu disco nem chegaria, quando muito, sairia um compacto simples, caso alguma musica rompesse o ostracismo habitual e tocasse no AM , com som monofônico de radinho de pilha.
Só os fãs fanáticos colecionaram os discos..
Essa foi a realidade de um passado que insistimos em dizer que era melhor.
Não era.
A época atual, em algumas (em muitas...) coisas, é muito superior.
Quantas coisas de nossas vidas... se modificaram de maneira tão espetacular ?
... talvez por isso mesmo os conteúdos...
fossem tão diferentes ?
Para compensar a precariedade de tudo ?
Alguém pode me explicar ?i
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