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Vanusa
Li esta matéria com vivo interesse ! Vanusa, naquele ano, realmente gravava um disco maravilhoso, e eu tive a oportunidade de mandar uma música pra ela gravar... num disco produzido pelos meus amigos pessoais, Moracy do Val ( jornalista ) e Lincoln Olivetti ( maestro arranjador) Essa música, que eu mandei e acabou ficando de fora do disco dela, por acaso se chamava Pedacinhos ( Bye Bye so Long, Farewell ) seria sob medida para ela . só que ( nunca entendi o porquê) essa cançã
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Presente
O Presente é tudo o que eu tenho, é tudo o que supostamente existe. Mas no fundo não tenho nada, porque nada existe enquanto fluido no tempo da eterna passagem.... Para um lado, são só memórias. Para o outro, só esperanças. O Presente é fugidio, e quando o penso e o fotografo com o meu olho, já nem mais presente está. Sei que estou e não estou mais. Sou fluido também, e por isso não consigo saber exatamente o que eu sou, um ser transparente no tempo, algo que vem de onde não
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Meu Mundo
25 de Novembro de 1975 Uma mera Terça-Feira. 25 de Novembro de 2025. Outra mera Terça-Feira. Minha saída do Moto Perpétuo havia sido traumática para mim, um desastre por absoluta inviabilidade, sem empresário, sem shows nem perspectivas reais além de um repertório rebuscado e grandiloquente (onde uma quilométrica Raça de Heróis era o destaque). Resolvi seguir meu caminho. Agora eu seria um Cantor. Eu queria ser popular. Eu conhecia um estudiozinho mono, chamado Pauta, na Rua
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
Realidade e Auto-Fantasia
É muito comum a gente atribuir a nós mesmos e à nossa produção em vida uma relevancia fantasiosa, se achando mais importante para o mundo do que a gente realmente é. é normal a gente reivindicar a nossa participação na realidade. só que esse "resultado" não depende só de nós. depende de milhões de circunstancias, e principalmente das discordâncias alheias. para não sofrer, e para ser justo, feliz, a gente precisa primeiro olhar as prioridades do mundo com simplicidade, de for
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Um Disco, Um Risco servido à mesa
estamos para lançar o disco novo em breve . enquanto eu estive fazendo o disco, eu fui infinitamente feliz . infinitamente mais feliz do que em muitas outras épocas, especialmente em relação à "fábrica de salsicha" que é a outra parte da vida, chamada genericamente de "realidade". amo mesmo os meses de delirante devaneio : e quanto mais tempo isso durasse, melhor seria. viver e criar. viver para criar. devia ser só isso . Poder fazer poemas, dedilhar o piano a esmo, sentir na
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
"Lá em Cima" não gosta de miséria
Tenho a impressão quase segura de que sou antena de diversas revelações. a estas alturas da vida, não tenho (muitas) vaidades nem (muitas) pretensões... uma das maiores alegrias é o canal dos milagres, que pega muito bem na minha antena, desde os 11 anos de idade, quando fiquei horas paraplégico . Ele , sim , Ele, sabe bem dessa história. Pois vou contar uma epifania, uma das inúmeras visões que eu tive : "Lá em cima" não gosta de miséria. Se você se diz "afiliado ao programa
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Diletante
É um desatino completo, divina loucura, uma atividade tresloucada de totais incertezas... criar, produzir, gravar e lançar álbum de inéditas numa época de tamanhas adversidades e armadilhas. Primeiro, que não rende dinheiro. Zero. As bigtechs deram um jeito de jorrar "música" pelas torneiras digitais, de graça. Não se ganha nada. É uma velha mania que temos, e que nos consome, isso sim, uma energia considerável de esforços e de recursos, sem praticamente retorno algum, palpáv
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
Intervalos de Sumiço
Me perguntam porque tenho "intervalos de sumiço" , sem shows, sem presença em mídia, enfim, sem expressão pública. existe uma ilusão, em relação à figura pública, de que a fama deva ser alimentada continuamente para combater o esquecimento. Que o esquecimento seria a ameaça mais constante e traiçoeira da relevância. No final, o que conta mesmo, na esfera pública, não é necessariamente o sucesso, mas a relevância. Sempre houve, no mundo, uma profusão de sucessos irrelevantes.
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Arte de Viver
nestas semanas que antecedem um disco novo de inéditas, é inevitável vir à tona o tema : o que é fazer arte, e o que é fazer entretenimento. às vezes me perguntam, e eu próprio me pergunto se o que fazemos é entretenimento ou arte. é uma questão intrincada, mas é fácil identificar para qual polo os meus colegas tendem mais a se identificar. Ou a se renderem, capitularem, se entregarem numa faina diária... em qual território está o prazer de cada um, e mais especialmente, seu
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
Capricho para Posteridade
Às vezes tenho a impressão... impressão não : quase que a certeza de que o meu, o nosso capricho total ao fazer um disco novo só não será em vão porque o esforço da gente é muito mais voltado para um plano eterno do Universo. No que posso contar com o mundo do hoje e do agora, seria um total desperdício, sabendo estar um mundo hedonista, fragmentado, polarizado, manipulado, com índice de atenção de 10 segundos. Não mais. Ninguém aprofunda nada, ninguém tem tempo para nada: to
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Hype
Vamos no âmago da questão. O que é o "Hype" ? Uma das palavras mais recorrentes no "mercado cultural", o "Hype" é uma entidade virtual que se materializa de forma real. Implantada, inseminada de forma subreptícia em círculos privilegiados de relevância, essa entidade ganha vida própria toda vez que um determinado método específico de protocolos é aplicado nos caminhos certos do marketing cultural, e um determinado produto ou ente consegue furar a barragem concreta da incompre
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
O Caminho é a Felicidade
Como muitos devem saber, estou a caminho de um trabalho novo... eu já deveria estar acostumado, mas a busca pela arte encerra muitas expectativas. a primeira, claramente, de auto- superação. existe também a projeção disso no mundo... só que, com o tempo eu venho aprendendo a "pilotar a felicidade" . a realização da felicidade muitas vezes assume a forma de um bólido - entre outras coisas, poderoso e ao mesmo tempo perigoso, tantas vezes mortal e traiçoeiro... todos nós temos
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Quieto no meu Canto
Estou quieto no meu canto, fazendo álbum novo. O que eu poderia me ver tentado a compartilhar publicamente ... está óbviamente sendo concentrado no álbum que virá, por isso o meu silêncio por aqui. Não é absolutamente "ano sabático" ( como é costumeiro chamar, está na moda ) pois é um ano de febril atividade. Mas é em silêncio social. Enganam-se os que pensam que estou "em recuperação de saúde" , em repouso, ou mesmo aposentado, ou mesmo rabugento, eremita, ermitão, etc. etc
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
Dimensão do Afeto
Richard Dawkins, biólogo ingles, escreveu "The God's Delusion", um tratado estruturadíssimo para "demonstrar" o seu ateísmo moderno... eu li, compreendi, assimilei com profundidade, mas continuei com uma sensação de incompletude para explicar o nosso Universo particular de seres vivos pensantes, um "algo mais" cósmico que permanece intacto no meu sistema particular, por mais que minha mente tente elocubrar com a racionalidade... é como se fosse uma antena que eu tenho... e qu
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
Pólis
O coletivo é intrinsecamente uma mentira. A Vida é o Teatro da Pólis. Vox Populi é tudo, menos Vox Dei. Há exceções, mas nunca são a regra. Quando uma pessoa, que um dia foi equilibrada e naturalmente demonstra ter carisma... se torna liderança, se introjeta como "ente coletivo", se transforma quase sempre num monstro, um sociopata. É por isso que as "figuras públicas" têm uma tendência a se transfigurarem numa "coisa horrorosa". ( isso se manifesta até mesmo no aspecto físic
Guilherme Arantes
11 de jun.1 min de leitura
Tempo, Tempo, Tempo, Tempo
Chegou a hora em que tenho que formatar as musicas do disco novo. O algoritmo nos pede para rádio 3 minutos no máximo, de preferência com um gancho escandaloso acontecendo até os primeiros 8 segundos da introdução... Diz-se que o mundo não tem mais tempo para uma musica "se construir" , criar um clima, crescer, fazer viajar, pois as "pessoas" caem fora, zappeiam, não têm paciência nenhuma, que o limite da desatenção é de 10, 15 segundos. Ora, em primeiro lugar, pro meu gosto,
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
Talk Show
Um artista pode colocar tudo a perder quando sai falando o que vem na cabeça, ao invés de se concentrar na sua arte. Por isso, hoje, aos 50 anos de carreira, eu posso responder com precisão à pergunta : " O que voce teria feito diferente na sua carreira ?" - Teria composto e cantado mais, e dado muito menos entrevistas, não teria "falado" praticamente nada. Falar é fácil . Qualquer um fala. Principalmente coisas que só prejudicaram o proprio rumo, o proprio caminho. No meu ca
Guilherme Arantes
11 de jun.3 min de leitura


VanGoghizer Plus Série Gold
Vou recapitular um conceito que já expús anteriormente. A questão das limitações da arte gerada pela IA é bastante simples de se entender, para mim não há controvérsia alguma. A "modernidade" sonha em transformar tudo em "produto" . Mas o que determina a arte NÃO SE LIMITA AO PRODUTO. Vai muito além. O "produto" é importante, mas é apenas uma parte. Existe um contexto no qual a arte acontece. E esse contexto, na minha opinião, chama-se VIDA. Vida humana. Vamos tomar como exem
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
O Épico e o Macunaíma
O Épico e o Macunaíma Resolvi escrever uma reflexão sobre o estado contemporâneo do “espírito de brasilidade”, inspirado numa pesquisa que eu andei fazendo sobre o compositor Carlos Gomes. Tornou-se um tema muito importante para mim, compositor, num momento em que eu compunha um “poderoso” tema instrumental para a abertura do novo show que pretendemos produzir em breve. Ouvindo esse novo tema, não pude deixar de intuir as possíveis, prováveis impressões depreciativas em discu
Guilherme Arantes
11 de jun.4 min de leitura
Marte ou Morte ?
O grande problema desta época é o desencanto provocado pela percepção clara de que a deterioração terráquea já é um processo irreversível. Até pouco tempo atrás, outras épocas conturbadas ainda vinham acompanhadas de "revoluções conceituais". Hoje, se propõe uma revisão na natureza crédula desses movimentos, e a realidade se apresenta mais crua, tentando ser menos ilusória, há desconfiança total nas utopias e promessas... é o clima "Deu no que Deu ! " A grande "revolução conc
Guilherme Arantes
11 de jun.2 min de leitura
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